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domingo, 14 de agosto de 2011

16/08 - Ato contra o fechamento de turmas

A APP Sindicato tem lutado incansavelmente pela melhoria da qualidade da educação paranaense. Um dos princípios para esta melhoria é a redução de alunos por turma. As ações tomadas nos últimos dias pelo NRE contrariam este debate e a gestão democrática.
Convocamos todos/as os/as senhores/as para juntos estabelecermos resistência a esta política de fechamento de turmas em detrimento a luta dos educadores do Paraná. A APP continua o debate com o Governo do Estado para que isto não ocorra.Orientamos a todos/as que façam o debate com os educadores e com a comunidade escolar e redijam um documento endereçado à SEED e a nós e aguardem respostas.
Convocamos toda a categoria a manifestar-se contra esta medida da SEED e NRE no próximo dia 16, à partir das 9h na Praça Raposo Tavares. Todos/as estão convidados: professores/as, funcionários/as, alunos, pais e toda sociedade. 
Mobilização da CNTE - A CNTE convocou todas as entidades filiadas a participarem da paralisação nacional que vai acontecer no dia 16 de agosto. No Paraná, a APP-Sindicato não participará da paralisação, mas fará ato público - no período da manha e no centro de Curitiba e no centro de Maringá  - para cobrar a implantação do PSPN em todos os estados e municípios e da aplicação da hora atividade de 33% para os professores paranaenses e protestar contra o fechamento de turmas nas escolas estaduais. Segundo a CNTE, mesmo com a aprovação da Lei do Piso e com o reconhecimento da sua legalidade por parte dos ministros do STF, professores de alguns municípios e estados ainda não recebem o valor estipulado em lei. Por isso, nesta data, será montada uma banca para divulgar informações e distribuir materiais sobre o tema. 

Paralisação estadual dia 30 de agosto



Dia de Luto e de Luta - Nesta data simbólica da APP-Sindicato, a APP convoca toda a categoria para realizar mais uma grande mobilização neste 30 de agosto. O objetivo da paralisação é conquistar um modelo digno de atenção à saúde e melhorias no atendimento à saúde dos educadores, hora-atividade de 33%, conforme a Lei do Piso (11.738), realização de novos concursos, auxílio transporte para todos os funcionários, nova oferta de dobra de padrão (Cargo de 40 horas), reconhecimento de titulação na carreira para funcionários, entre outras bandeiras dos educadores.



O '30 de agosto' - No dia 30 de agosto de 1988, os professores estaduais foram às ruas numa passeata histórica. Na época, a categoria estava em greve e exigia do governo Álvaro Dias, entre outros itens, o pagamento de um direito que lhes cabia: o piso de três salários mínimos. Na esperança de abrir as negociações com o Executivo, os trabalhadores da educação - e vários membros da comunidade escolar - caminharam até o Centro Cívico para tentar dialogar com o poder público.  No entanto, ao chegarem ao local, em vez de serem recebidos pelo governo, foram recepcionados pela polícia - inclusive a cavalaria -, que os rechaçou a base de cacetetes, cães e bombas de efeito moral. A repressão deixou dezenas de feridos. Desde então, a data '30 de agosto' tornou-se o "Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública", na qual a categoria vai às ruas cobrar o devido respeito à educação e ao trabalho de professores e funcionários de escola.


A direção da APP lembra que a participação dos educadores nestas atividades é muito importante. Sem as mobilizações - passeatas, paralisações, aulas de 30 minutos, atos públicos, entre outros-, dificilmente a categoria teria alcançado a série de conquistas que vem obtendo, como, por exemplo, a equiparação salarial com os demais servidores do Estado. Portanto, no dia 30 de agosto, esteja presente nesta grande aula pública em defesa da educação.
Haverá ônibus saindo de Maringá e as inscrições podem ser feitas através do fone (44) 3226-4244.

Núcleo de Educação e SEED pressionam escolas para fechamento de turmas

A Secretaria de Estado da Educação, através do Núcleo Regional de Educação de Maringá está adotando uma política de fechamento de turmas em escolas da rede estadual de ensino. A retomada de tal medida, por parte da SEED, acontece após a entrega de um levantamento - feito pela Celepar - que apontou as turmas que tinham poucos alunos e que poderiam ser encerradas.

O problema desta ação - e que a APP Sindicato já levou ao conhecimento da Secretaria, é que estão sendo criadas classes superlotadas. Além disso, a APP é terminantemente contra o fechamento das turmas únicas (por exemplo, a única 5ª série do período da tarde).
"Não concordamos, em hipótese nenhuma, que sejam unidas turmas e criada superlotação, enquanto lutamos pela diminuição no número de alunos por sala de aula. Este é o tipo de situação que os educadores e a sociedade não devem aceitar, pois resultará em prejuízo para todos. Casos excepcionais, com turmas que tenham, por exemplo, menos de dez alunos, podem ser discutidos. De qualquer forma, nenhum fechamento, independente de número, deve ocorrer sem a concordância e participação da escola", ressalta a presidenta da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho.
Para pesquisadores, deve haver uma redução de alunos por turma para melhorar a qualidade do ensino: “Eu, como boa parte das pessoas que estudam a matéria, considero que a quantidade de alunos por sala pode, sim, estabelecer qualidade”, afirma Ângelo Ricardo de Souza, coordenador do programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Justificativa - Na tarde desta terça-feira (9), a presidenta da APP protocolou um ofício para o secretário de Educação. Nele, a direção da entidade solicita a suspensão do fechamento de turmas até a realização de uma reunião entre sindicato e governo.
A professora Marlei também conversou com a superintendente Meroujy Cavet, que garantiu que as escolas devem discutir o assunto e que, caso discordem das junções, devem redigir uma justificativa. Esta deve ser encaminhada à Secretaria, contendo os argumentos da unidade contra o fechamento.
"Nossa orientação é para que os educadores se reúnam com a cumunidade escolar para juntos redigir uma justificativa, enviá-la para a Seed, com cópia para o sindicato, colocando a posição de cada escola sobre o problema. Além disso, a comunidade deve ser convocada e informada sobre as junções, para que também se manifeste", orienta Marlei.